|
José
Luiz Pasin
FAZENDAS DO CAFÉ
No final do século XVIII, o café
acompanhando o "caminho novo" aberto
do Rio de Janeiro em direção à Vila
de Lorena, chegava ao município
de Sant'Anna das Areias, transformando
a paisagem geográfica, humana e
econômica do vale do Paraíba paulista.
O café substituiu rapidamente a
cultura de cana de açúcar em alguns
municípios (Areias, Bananal, Taubaté),
enquanto que em outros (Lorena,
Guaratinguetá) encontrou maior resistência
por parte dos "senhores de engenho".
Caminhando rapidamente, o café em
1836 já dominava a economia valeparaibana,
sendo exportadas nesse ano de 1836,
pelos portos de Paraty, Ubatuba,
Mambucaba, Jurumirim, Ariré e São
Sebastião, 510.000 arrobas de café
contra 8.000 arrobas de açúcar.
O período áureo da produção cafeeira
no vale paulista ocorreu entre a
década de café. No ano de 1854 a
produção global de café no vale
paulista foi de 2.730.000 arrobas
e o muncípio de Bananal, sozinho,
exportou esse ano, a impressionante
cifra de 554.000 arrobas de café.
O café fez do vale paulista a principal
região econômica da Província de
São Paulo e uma das mais importantes
do Segundo Reinado, em todo o Brasil.
A paisagem rural sofreu uma violenta
transformação, derrubando-se as
matas virgens e os cafezais cobriram
os morros e os vales.
Surgiram as casas-grandes, as senzalas,
as tulhas imensas constituídas de
taípa e com divisões internas de
pau-a-pique ou "taipa de sopapo",
os terreiros de pedra para secar
os grãos de café, os tanques imensos
para a lavagem do café após a colheita,
os carros de bois, as tropas de
burros, as casas de máquinas para
beneficiar o produto. Posseiros
derrubavam as matas e abriam as
lavouras, lançando as primeiras
sementes e alguns anos depois, começavam
a enriquecer com a preciosa "rubiácea".
Famílias inteiras de mineiros deslocaram-se
do planalto com os seus escravos
para as terras virgens do vale.
Fizeram nascer e florescer as grandes
fazendas e as poderosas oligarquias,
enobrecidas e dominado os municípios,
as câmaras, as irmandades religiosas.
Levantavam as casas-grandes, imponentes,
assobradas, com dezenas de portas,
janelas, alcovas, corredores, salões
e cozinhas monumentais. E os nomes
iam se multiplicando: Boa Vista,
Bela Aurora, Bela Vista, Cordeiro,
Cascata, Catadupa, Morro Vermelho,
Pau d'Alho, Pinheiro, Palmeiras,
Bom Jardim, Três Barras, Sant'Anna,
Resgate, Rialto, São Miguel, Itaguassu,
Veloso, Borba, Fortaleza.
Os viajantes estrangeiros que durante
o Império atravessaram o Vale do
Paraíba testemunharam em suas obras
o esplendor dos fazendeiros de café
e a magnificência das suas casas-grandes
e solares. Dos engenhos fluminenses
e das fazendas mineiras, a arquitetura
das residências rurais do café no
Vale do Paraíba, herdou a sua implantação
em dois níveis (assobrada). A base
das casas era de pedra e as paredes
externas de "taipa de pilão", as
internas de "pau-a-pique" ou a "taipa
de sopapo". Os terreiros de café
harmonizavam com a arquitetura exercendo
uma função utilitária (secagem do
café) e arquitetônica (complemento,
embasamento ou prolongamento do
conjunto). Na medida em que o café
enriquecia o fazendeiro, as casas
eram derrubadas ou modificadas,
enriquecendo-se em detalhes: sacadas
de ferro; alpendres; colunas de
granito, madeira ou ferro; forros
de tábua decorados, pintados e frisados
a ouro; lustre de cristais importados
da Boêmia; armários imensos, embutidos
para guardar os aparelhos de porcelana
francesa e inglesa, os cristais,
as compoteiras e os vinhos finos;
janelas de guilhotina; soalhos de
pinho de Riga; escadarias de pedra
de mármore; sótãos; capelas internas
ricamente decoradas, com entalhes,
castiçais e imagens de madeira,
douradas a ouro; salões imensos;
cozinhas de conventos medievais,
com fornos, fogões, despensas, pilões,
tinas d'água, adegas. Ao atingir
o alto Paraíba, a arquitetura do
café encontrou a "taipa de pilão"
solidamente plantada. As casas-grandes
eram construídas em lugares aprazíveis,
rodeadas de morros, riachos, formando
quadriláteros, com capela, terreiro,
tulhas muros de taipa ou de pedras
e senzalas. O "mar de morros" do
vale do Paraíba, nem sempre apresentava
condições topográficas favoráveis
para a construção de terreiros.
Na maioria das vezes exigia obras
de nivelamento ou de aterro - os
muros de pedra exerciam a dupla
função de arrimo e decoração, harmonizando
o terreiro com a casa grande.
Os ferros e as paredes das salas,
decorados com painéis e pinturas
de caça, bosques, jardins, paisagens
européias e mitológicas, testemunham
o gosto e a disposição dos "barões
do café" em transformar as suas
resid6encias em lugares aprazíveis,
belos e confortáveis. As pinturas
dos painéis nas salas de visitas,
corredores, capelas e salas de jantar
foram executados por pintores espanhóis,
franceses e italianos. Em geral
apresentam modelos clássicos ou
renascentistas: colunas, frisas,
frontões, guirlandas, cascatas,
bosques, fontes, riachos, pássaros,
flores e borboletas. Araras e tucanos,
saracuras e seriemas, leões e gazelas,
macacos, lebres, rolas e sabiás
se confundem nas paisagens bucólicas,
quebrando a monotonia das casas
e fazendo sonhar as crianças, mucamas
e sinhazinhas. Em outros painéis
aparecem frutas, troféus de caça,
verdadeiras naturezas mortas transplantadas
para as paredes e colunas das casas
senhoriais. Em alguns, o café é
retratado e cultuado - em outros,
o próprio retrato da casa-grande,
testemunha muda de um passado eloquente.
Na Fazenda Rialto, em Bananal, aparece,
inclusive, a reprodução da estação
da estrada de ferro de Bananal,
com uma locomotiva e vagões, assinalando
o progresso da região. Dezenas destas
fazendas já desapareceram, abandonadas
ou derrubadas pelos proprietários
ou arrendatários - outras permanecem,
em ruinas, melancolicamente aguardando
uma chuva maior ou uma tempestade
de vento para ruirem fragorosamente
assustando as corujas e os morcegos.
Poucas, muito poucas, forma conservadas
e restauradas. - Neste roteiro do
Vale do paraíba, apresentamos algumas
dessas fazendas, dignas de serem
visitadas, estudadas e admiradas.
FAZENDA RESTAURAÇÃO
Localizada no município de Queluz,
nas vertentes da serra da Mantiqueira.
Pertence ao historiador Alves Motta
Sobrinho, autor do livro "A civilização
do café" - uma das maiores e mais
características fazendas de café
da região de Queluz. Encontra-se
em fase final de restauração. O
conjunto compreende a casa-grande
formando um grande sobrado, com
quarenta e quatro janelas e três
enormes e imponentes portas; o conjunto
de tulhas e casa de máquinas; um
grande terreiro para secar café,
com enormes lajes de pedra - as
pedras eram arrebentadas por processos
primitivos: acendia-se uma grande
fogueira em cima da pedra e quando
o calor era intenso, derramava-se
água fria e a pedra partia-se -
as lajes eram arrastadas ou conduzidas
em carro de bois até o local onde
iam ser instaladas. O terreiro fronteiro
à casa é sustentado por uma muralha
de pedra, com quase três metros
de altura, incorporando-se a muralha
ao conjunto arquitetônico. O elemento
básico utilizado na construção da
Fazenda Restauração foi a pedra
abundante na região e no ribeirão
que banha as terras da fazenda.
Na sala de jantar da casa-grande
destaca-se um armário embutido de
grandes dimensões e uma capela-oratório,
dedicada a São Teodoro, padroeiro
da fazenda. Em dias festivos ali
celebravam-se missas, novenas, casamentos,
batizados e rezas. Num dos quartos
de dormir, uma cômoda embutida possui
uma gaveta falsa, dando passagem
para um dos salões do andar térreo.
A sede da Fazenda Restauração está
engastada no sopé do morro, rodeada
por matas nativas e a cavaleiro
de um rio de pedras. No pátio interno
da fazenda destaca-se um grande
tanque de lavar roupa, talhado em
pedra, com um frontão lavrado e
a data - 1867 - Trata-se de um exemplar
muito comum nas antigas fazendas,
de café e hoje, quase todos, desaparecidos.
FAZENDA BOA VISTA
Localizada na estrada de rodagem
Bananal - Barra Mansa, no município
de Bananal. Pertenceu ao Comendador
Luciano José de Almeida, um dos
maiores proprietários de terras
e escravos em Bananal, no Segundo
Reinado. A casa-grande assobrada
situa-se numa posição excelente.
Uma escadaria monumental dá acesso
ao andar superior - no inferior
localizavam-se as senzalas, visíveis
através das janelas de grades de
madeira. O interior é grandioso
com cinco grandes salões, portas
lavradas, tetos trabalhados e assoalhos
de tábuas largas. Num dos salões
internos da fazenda situa-se a capela
oratório, com uma porta trabalhada
e um altar, onde celebravam-se as
cerimônias religiosas pelo padre-capelão
que residia na fazenda. Atualmente
a sede da Fazenda Boa Vista está
restaurada para abrigar um hotel
de turismo, com todo o requinte
e serviço da era imperial.
FAZENDA TRÊS BARRAS
Situada à entrada da cidade de Bananal,
na estrada velha Barra Mansa - Bananal.
Pertenceu ao capitão - mor de Bananal,
Hilário Gomes Nogueira, descendente
de famílias mineiras que no final
do século XVIII desceram das Minas
gerias para abrir fazendas de café
ao longo do caminho novo. Em 1822,
Hilário Gomes Nogueira colheu em
sua fazenda das Três Barras 500
arrobas de café, exportando-as para
o Rio de Janeiro. Possuia 86 escravos
e além de café cultivava milho,
arroz, feijão e criava porcos para
o comércio de toucinho. No dia 16
de agosto de 1822, Hilário Gomes
Nogueira recebeu e hospedou em sua
fazenda das Três Barras, o Príncipe
Regente Dom Pedro e sua comitiva
que viajavam para São Paulo. Da
sede antiga restam apenas as tulhas,
senzala e um grande telheiro que
servia de abrigo para os carros
de bois, arreios, cangalhas e balaios.
FAZENDA DO RESGATE
Pertenceu ao Comendador Manoel de
Aguiar Valin. Encontra-se em fase
final de restauração, sob a supervisão
do Instituo do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional. É um belo
exemplar da arquitetura rural do
ciclo do café valeparaibano, refletindo
o requinte e o gosto dos "barões
do café" por uma vida opulenta,
não hesitando em gastar fortunas
para erguer uma casa nobre e acolhedora.
As linhas são clássicas e a casa
grande da Fazenda Resgate se apresenta
como uma das mais belas sedes do
Segundo reinado. O interior da casa
apresenta notáveis pinturas e painéis
executados pelo pintor espanhol
José Luiz Villarongo. A sala de
jantar é majestosa, com quatro painéis
de Villarongo e um grande e raro
armário embutido. Emílio Augusto
Zaluar, viajante português, visitando
a sede da fazenda Resgate, em 1860,
assim se expressou em seu livro
"Peregrinação pela Província de
São Paulo":
"Muitas fazendas de primeira
ordem concorrem para a riqueza agrícola
deste município (Bananal). Tive
ocasião de visitar, além das do
sr. Barão de Bella Vista, a do sr.
Comendador Manoel de Aguiar Vallim,
que se torna notável não só por
ser uma das melhores propriedades
do lugar, como pelo gosto com que
são pintadas as salas e a capela
da sua casa de moradia campestre.
As pinturas são devidas ao hábil
pincel do Sr. Villarongo. A sala
de visitas, toda de branco com frisos
e ornamentos dourados, tem o teto
de muito bom gosto, e nos painéis
das portas delicadas pinturas representando
os pássaros mais bonitos e conhecidos
do Brasil pousados nos ramos das
árvores ou arbustos de sua predileção,
de cujos troncos se vêm pender deliciosos
e matizados frutos. A sala de jantar
e a capela não merecem menos elogios."
A capela com um magnífico mural
de Villarongo, tribunas e altar
de retábulos dourados a ouro, encontra-se
na fase final de restauração. Sob
a escada de pedra que levava ao
salão nobre da casa, uma sanzala
ou prisão, usada como "solitária".
No jardim, um belo repuxo, exemplares
de árvores antigas da região e os
alicerces dos velhos muros de pedra
que circundavam o pátio e sustentavam
o terreiro de café.
FAZENDA DO PAU D'ALHO
Das sedes de fazendas de monocultura
cafeeira é a mais antiga que se
conhece. Spix e Martius passaram
pelo local em 1817 e ela ainda não
existia. Em 1822, o viajante e naturalista
francês Sint-Hilaire ali esteve,
registrando a "única (fazenda) em
que a casa do fazendeiro apresenta
sobrado." A sede da fazenda é um
misto de arquitetura mineira e fluminense
na sua disposição, planta e divisões
internas, pois seu construtor, o
sargento-mor João Ferreira de Souza,
desceu das Minas Gerais para plantar
café no Vale do Paraíba e ao mesmo
tempo sofreu a influência dos engenhos
de açúcar fluminenses e das primeiras
fazendas de café ao longo do "caminho
novo". A sede é toda circundada
por muros de pedra, possuindo à
entrada um imponente portão e um
renque de palmeiras imperiais, atestado
de nobreza e opulência, nas fazendas
e engenhos do Brasil - Império.
O pátio interno é cercado por senzalas,
cavalariças, tulhas e outras dependências.
O embasamento é de pedra e as paredes
de pau-a-pique. Nesta fazenda, o
Príncipe Regente Dom Pedro jantou
na tarde de 17 de agosto de 1822,
quando da sua jornada histórica
pelo Vale do Paraíba, incorporando
o sargento-mor João Ferreira de
Souza e seu filho à comitiva imperial.
A Fazenda do Pau D'Alho foi tombada
pelo Instituto do Patrimônio Histórico
de Artístico nacional e encontra-se
em fase final de restauração devendo
abrigar um Cetro de Documentação
sobre o Café e o Museu nacional
do Café.
FAZENDA DO BARBOSA
Antigo Engenho da Conceição. Localizado
no bairro das Pedrinhas em Guaratinguetá.
Uma das maiores e mais imponentes
construções rurais de Guaratinguetá,
datando a sua construção do final
do século XVIII. Em 1822, seu proprietário,
o capitão-mor Manoel José de Mello,
possuía 200 escravos e grande canaviais,
produzindo e exportando em grande
quantidade, açúcar e aguardente.
Suas terras estendiam-se até os
contrafortes da mantiqueira e era
um dos grandes latifúndios da região.
Na noite de 19 de agosto de 1822,
o capitão-mor Manoel José de Mello,
hospedou em sua casa à rua Estalagem,
em Guaratinguetá, o Príncipe Regente
Dom Pedro e sua comitiva, oferecendo-lhes
um jantar em baixela de ouro. Diante
do espanto do Príncipe, em encontrar
tamanho luxo e riqueza no interior
da Província, o capitão-mor respondeu
ao Príncipe: "- As posses dão, Real
Senhor!" A Fazenda do Barbosa deixou
de produzir açúcar e modificou as
suas linhas tradicionais com o café.
Ainda hoje, no entanto, o velho
engenho (maquinário inglês) produz
aguardente apreciada. Curioso o
aqueduto de pedra que levava água
para mover a imensa roda d'água
de ferro, vinda desmontada da Inglaterra.
Velhos canaviais, muros de pedras,
tachas de cobre e carros de bois
completam a paisagem histórica da
Fazenda do Barbosa.
FAZENDA DO MORRO VERMELHO
Localizada na antiga estrada Rio
- São Paulo, no município de Guaratinguetá.
Pertence à Família Nabo Freire desde
1780 (sesmaria outorgada pela Rainha
Dona Maria I). Em 1886 recebeu o
imperado Dom Pedro II e sua comitiva
a caminho da Capela da Aparecida.
Sua arquitetura é mineira e constitui
exemplar raro no Vale do Paraíba.
FAZENDA ENGENHO D'ÁGUA
Na estrada Guaratinguetá - Cunha.
Pertenceu ao Visconde de Guaratinguetá
(Comendador Francisco de Assis e
Oliveira Borges). Exemplar típico
de fazenda paulista dos meados do
século passado. Encontra-se em perfeito
estado de conservação e é uma das
últimas sedes de fazendas de café
ainda não destruidas no município
de Guaratinguetá.
FAZENDA SANT'ANNA
Localizada à entrada da cidade de
Aparecida, na rodovia Presidente
Dutra, pertence à Família Pires
do Rio. Nessa fazenda nasceu o Dr.
José Pires do Rio, Ministro da Viação
e Obras Públicas na Presidência
Epitácio Pessoa, Prefeito de São
Paulo e Ministro da Fazenda de Getúlio
Vargas. Uma das últimas fazendas
no Vale do Paraíba que possui um
tanque de pedra para a lavagem do
café. Conserva o seu terreiro de
café com ladrilhos de cimento. A
tulha de armazenar café (em ruínas)
segue a arquitetura dos armazéns
ingleses do porto se Santos. Seu
proprietário, o Comendador Rodrigo
Pires do Rio, foi comissário de
café e durante várias legislaturas
representou o Distrito de Aparecida,
na Câmara Municipal de Guaratinguetá.
FAZENDA BOA VISTA
Localizada no bairro do Veloso,
em Roseira Velha. Antigo engenho
de açúcar, foi uma das maiores fazendas
de café da região no século passado.
A casa-grande, hoje demolida, foi
construída em 1858. Do conjunto
primitivo restaram as tulhas de
café e as senzalas. As paredes de
taipa, as internas de pau-a-pique,
janelas gradeadas. Também existe
ainda parte do antigo terreiro de
café ladrilhado e o velho poço de
pedra, datando de 1858, onde as
negras lavavam a roupa da casa-grande.
Um velho salão, com suas janelas
de guilhotinas, telhas coloniais
e assoalho de pinho-de-Riga - "era
o salão das moças", salão íntimo
da Fazenda Boa Vista, onde as mulheres
brancas faziam as suas refeições
quando havia estranhos na casa e
passavam as tardes bordando e dirigindo
o serviço das escravas domésticas.
Na Fazenda Boa Vista funciona atualmente
um "Páteo das Artes", com lançamento
periódico de livros, apresentação
de grupos teatrais, exposição de
pinturas e ponto de encontro de
artistas, intelectuais, historiadores,
poetas e pessoas interessadas no
estudo do passado e na preservação
do meio ambiente. Brevemente, a
Fazenda Boa Vista será transformada
numa Estação Ecológica, sob os auspícios
da Secretaria Especial do Meio Ambiente
e numa Fundação de arte e Cultura.
BIBLIOGRAFIA
1. ALVES, Motta Sobrinho. A civilização
do café. São Paulo. 2º ed. Ed. Brasiliense,
1968.
2. MILLIET, Sérgio. Roteiro do Café.
São Paulo. Bipa, 1946.
3. MOURA, Carlos Eugênio Marcondes
de. O Visconde de Guaratinguetá:
Um Titular do Café no Vale do Paraíba.
São Paulo. Secretaria da Cultura,
1976.
4. PASIN, José Luiz. Os ciclos Econômicos
do Vale do Paraíba. Lorena, C.E.H.
Gustavo Barroso, 1968.
5. PASIN, José Luiz. Roteiros do
Vale do Paraíba. São Paulo, 1975.
6. RAMOS, Agostinho. Pequena História
do Bananal. São Paulo, 1975
7. REIS Filho, Nestor Goulart. Quadro
da Arquitetura no Brasil. São Paulo.
Editora Perspectiva, 1970.
8. RIBEIRO, Maria de Lourdes Borges.
Na Trilha da Independência. Rio
de Janeiro, Ministério da Educação
e Cultura, 1972.
9. SAIA, Luiz. A Morada paulista.
São Paulo. Ed. Perspectiva, 1974.
10. ZALUAR, Augusto - Emílio. Peregrinação
pela Província de São Paulo. São
Paulo. Ed. Cultura, 1945
|