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A
reinvenção da prática
política
Com o processo de globalização
em marcha, quanto mais universais
nos tornamos, mais tribalmente agimos.
No campo político, com a
disseminação dos conhecimentos
e aprimomento do sistema democrático,
vão se desenvolvendo formas
de busca de auto-governo e de autonomia
política. A crise de liderança
política testemunhada atualmente
é resultante da manutenção
de um sitema político partidário
inventado em outra época
que tornou-se irrelevante. O modelo
da democracia representativa tornou-se
obsoleto. O que a maioria dos homens
almejam é participar, despertando
para uma nova democracia, direta
e participativa.
Por outro lado, nos dia de hoje
a indefinição atual
das fronteiras do estado-nação
implica em dificuldades para a definição
da cidadania. A ausência de
um centro de poder bem definido
dilui o controle social e pulveriza
os desafios a serem enfrentados
pela política. Cresce o comunalismo
que em suas diferentes formas debilita
o princípio de representatividade
política, no qual está
baseada a atual democracia.
As mudanças são profundas
neste setor. O poder político
costumava ficar nas mãos
de príncipes, oligarquias
e elites dominantes. Era definido
como a capacidade de impor a vontade
de um ou alguns sobre os demais,
alterando o comportamento destes.
A imagem desta forma de poder não
mais reflete nossa realidade.
Atualmente, como afirma Castells,
“ o poder está em toda
a parte e em lugar nenhum”.
Esta condição é
a principal indagação
ao pensamento e a ação
política. A questão
fundamental agora, “ não
reside na tomada do poder, mas sim
na recriação da sociedade,
na reinvenção da prática
política, na prevenção
de um conflito cego entre a abertura
dos mercados e a clausura das comunidades,
na superação dos desmembramento
de sociedades em que se aumente
a distância entre os incluídos
e os excluídos.” (Touraine,
in Castells, 1999,p. 36-38)
A idéia de que o governo
é a parte mais importante
da estrutura governamental está
ficando obsoleta. Com a revolução
eletrônica, o desenvolvimento
da sociedade do conhecimento, a
valorização do homem,
a democracia participativa torna-se
mais eficiente. O exercício
da cidadania torna-se pleno nas
comunidades. Assim, somente as pessoas
das comunidades participando dos
problemas locais é que podem
reinventar a prática política
em nosso tempo histórico.
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