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A
crença no homem e na sua
capacidade criativa
A colocação do homem
como o centro das atenções
passa a ser uma das mudanças
qualitativas que vem se operando
na sociedade. A perspectiva que
se descortina é o de novas
experimentações humanas,
associando razão e emoção,
com base na força criativa,
inventiva de cada ser humano, vivenciando
emoções coletivas,
em pequenos grupos, dos quais participa
efetivamente. Vem desabrochando
um novo processo que privilegia
o que é próximo, familiar,
cotidiano. Ele dá importância
ao consenso, centrado no sentimento
de pertencer a uma comunidade. Os
sentimentos de solidariedade e de
tolerância deeverão
estar alicerçando as novas
atividades coletivas. A ação
de pequenos grupos irão tornando.
A ação de pequenos
grupos, integrados, irá tornar
real a existência de redes
existênciais que deverão
tornar-se uma das características
marcantes da sociedade, no futuro
próximo.
Neste momento torna-se fundamental
que cada homem, que cada habitante
deste Vale, acredite no seu potencial
individual. A partir de então,
junto com outros homens, se organizem
e potencializem suas capacidades
de atuar e construir novas formas
de viver, a partir do seu tempo
e lugar, por meio de projetos comunitários,
conhecendo e desenvomvendo seus
pontos fortes, em especial a nossa
identidade cultural, de cujo modelo
de tolerância e de complexidade
ética e cultural devemos
nos orgulhar.
Os novos caminhos que se abrem neste
final de século apontam novos
rumos, novo rítmo e nova
forma de caminhar. Eles pedem a
mobilização de lideranças
locais, em todas as fases do processo
dos projetos sociais comunitários.
Apontam para a busca do desenvolvimento
auto-sustentado, participativo,
em direção ao novo
humanismo. Cresce portanto, a necessidade
de cada homem confiar na sua capacidade
e na sabedoria das comunidades locais,
integradas com as comunidades regionais,
para encontrar soluções
originais, com base na sua própria
experiência, que atendam ,
a partir de agora, às suas
próprias expectativas e necessidades.
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