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Tempo
de construção
“
A vocês sonhadores com
menos de 40 anos, corresponde a
tarefa histórica de reparar
essas enormes distorções.
Lembrem-se de que as coisas deste
mundo, dos transplantes de coração
aos quartetos de Beethoven, estiverem
na mente de seus criadores antes
de estar na realidade. Não
esperem nada do século XXI,
pois é o século XXI
que espera tudo de vocês.
É um século que não
chega pronto da fábrica,
mas sim pronto para ser forjado
por vocês à nossa imagem
e semelhança. Ele só
será glorioso e nosso à
medida que vocês sejam capazes
de imaginá-lo”.
Gabriel Garcia Márquez
(prêmio Nobel de Literatura,
em 1982).
A globalização tem
impulsionado uma série de
mudanças. Nos leva a alterações
de paradigmas, a repensar o papel
do Estado, a redimensionar conceitos,
a imaginar as novas relações
no contexto da universalidade. O
espaço da modernidade, construído
durante estes 500 anos de história,
vai perdendo sua força, dando
lugar às novas formas de
entendimento, a partir do espaço
–tempo-local. Ela reforça
o valor do homem e do lugar. Tem
despertado a necessidade da retomada
de valores calcados na identidade
cultural e na ação
comunitária.
Estamos diante de uma questão
central: como reconstruir a nossa
sociedade, buscando o desenvolvimento
sutentável, que impulsione
a melhoria da qualidade de vida,
diminua as desigualdades sociais,
provoque a revitalização
da cultura e da capacidade de refletir,
agir e transformar a realidade ?
Tudo indica que é na revitalização
e na integração regional,
a partir de ações
comunitárias locais, que
devemos buscar alternativas de reação
à impotência política,
ao imobilismo, ao conformismo, ao
fatalismo e aos efeitos maléficos
do processo de mundialização
da economia e do programa neo-liberal.
O propósito deste capítulo
é provocar a reflexão
sobre as formas de ação
comunitária, a nível
de Vale do Paraíba, com o
propósito de formularmos
políticas alternativas, capazes
de proporcionar o desenvolvimento
sustentável. Considerando,
como ponto fundamental a valorização
do ser humano e o reconhecimento
dos pontos fortes de nossa organização
social, capazes de fornecer pistas
seguras para a construção
do futuro da região, com
base na sua identidade cultural,
com respeito às suas tradições
e valores,sem perder de vista as
interferências e implicações
de um mundo globalizado.
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