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Tempo
de entendimento
A região do Vale do Paraíba
Paulista é caracterizada
pela presença do Rio Paraíba
do Sul, que lhe empresta o nome,
pelas serras do Mar e da Mantiqueira,
e, historicamente, pelos caminhos
e capelas.
Os povos indígenas, foram
os seus primeiros habitantes. Numerosos
e diferentes grupos que continuam
pouco conhecidos em decorrências
da falta de pesquisas, sobretudo
arqueológicas.
A partir do final do século
XVI, seguindo os princípios
da empresa colonizadora, começa
a penetração, conquista
e colonização do território
pelos brancos portugueses. Em 1628
foi concedida a primeira sesmaria
na região. Em 1645 foi criada
a Vila de São Francisco das
Chagas de Taubaté. O primeiro
núcleo urbano organizado
que transformou-se em centro irradiador
de povoamento regional.
A vida do Vale do Paraíba
durante todo o período colonial
e depois do Império, esteve
ligado ao setor rural. Primeiro,
com a economia de subsistência,
depois como abastecedora e complementar
à economia mineira no século
XVIII. A partir da decadência
do ouro, impôs-se o modo de
produção colonial
com base na economia monocultura,
escravista, dependente de mercados
externos, com os engenhos de açucar
(1770-1830) e em seguida com a economia
cafeeira ( 1830-1930). A mão
de obra escrava passou a predominar
e os negros aparecem em número
crescente, influenciando não
só na economia, como também
em toda a organização
da sociedade regional. Somente a
partir do final do século
XIX que o Vale começa a se
modernizar. Hoje, é uma região
que apresenta alta índice
de urbanização e uma
grande diversidade étinica
e cultural.
Do legado deste processo histórico
destacam-se a grande influência
da religiosidade popular católica
e o estilo arquitetônico do
café. A religiosidade faz
distinguir e valorizar a região
em âmbito nacional, com a
devoção à N.
S. Aparecida e a ao beato Frei Galvão;
mantem as ricas tradições
ligadas a devoção
dos santos e às festas tradicionais.
O nosso rico patrimônio cultural
impressiona a todos pela imponência,
beleza e pela demostração
da capacidade de adaptação
e criatividade do homem valeparaibano.
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