| Do
local-regional para o universal
Com
a globalização, o
espaço local tornou-se o
espaço planetário.planeta
é o único lugar e
ele é muito pequeno. Paradoxalmente,
sendo pequeno ele não tem
horizonte, não tem fronteira.
Não há mais nenhum
espaço externo, nenhum lugar
fora deste espaço. Esta alteração
da conceituação do
espaço cria novas situações
paradoxais. Por um lado os indivíduos
tendem a escolher qual o lugar da
realidade planetária com
a qual desejam conviver, fazendo
assim uma experiência do espaço
virtual. Por outro lado, isto tem
levado a um maior grau de solidão,
a um isolamento de seu espaço
real, apresentando um grau crescente
de alienação e uma
sensação de impotência,
com respeito à própria
realidade. Como resultado, os indivíduos
tendem a ser indiferentes ou buscam
novas formas de exercer a sua cidadania,
a partir de sua participação
direta, na busca de soluções
de problemas de seu tempo-lugar.
Estas mudanças qualitativas
que estão acontecendo na
sociedade tendem a levar os homens
a experimentar algumas emoções
coletivas, em pequenas tribos, das
quais participa diretamente. Um
processo que privilegia o que é
próximo, familiar, cotidiano.
Num sentimento de pertencimento
do grupo local, dando importância
ao consenso, à comunhão
de sentimentos. A nova organização
social não deve mais se fundamentar
no racionalismo, no individualismo
burguês capitalista, na organização
linear, vertical, burocratizada,
mas terá uma tendência
de viver do prazer da vida em conjunto.
A comunhão dos sentimentos
passa a funcionar como o liame social,
ou seja, como o cimento da sociedade.
Este novo arranjo permitirá
que os grupos humanos assim organizados
mantenham-se como tal e encontrem
e desenvolvam mecanismos para sua
sobrevivência e prosperidade.
As crescentes ações
do terceiro setor, o expressivo
crescimento das comunidades religiosas
em nosso meio e as diversas e variadas
iniciativas locais e regionais servem
para ilustrar este fato novo.
Neste novo tempo, da pós
modernidade, o espaço de
experiências coletivas se
deslocam da estreita ligação
com o Estado-Nacional-regional,
via submissão e adequação
político-administrativa e
distanciam-se dos valores oriundos
de centros internacionais hegemônicos.
O espaço tende, a partir
de agora, a se ligar à idéia
da universalidade. A ação
ocorrerá a nível local
com perspectivas de se estender
por territórios não
definidos ou delimitados, a priori,
formando novas regiões de
influência, inseridas no contexto
da globalidade, ou seja, da universalidade.
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