Estudos
Economia Cafeeira e Aspectos Urbanos
(1850 - 1875)
  
   



Franscico Sodero Toledo

Ruralismo e Urbanismo
 

Ao iniciar este período de estudo, em 1850, o Vale do Paraíba contava com nove freguesias, 8 vilas e cinco cidades. Estas últimas constituíam os núcleos urbanos de maior importância. Eram eles: Taubaté elevado a cidade em 1842; Guaratinguetá, em 1844; Bananal e Jacareí e Pindamonhangaba cidades em 1849.

Evidencia-se a organização de uma rede urbana hierarquizada. As vias de circulação funcionavam como elemento básico no processo de hierarquização urbana: Ligavam Taubate a Ubatuba, Guaratinguetá a Parati; Bananal e Areias com o Porto de Mambucaba e Jacareí ao Porto de São Sebastião ou a Santos, passando pela capital.

Destacam-se ainda, neste período, outros fenômenos responsáveis pela organização urbana regional. São eles: a intensificação da produção cafeeira e a centralização administrativa. Aquela responsável pela fase áurea do ciclo do café, enriquecendo os fazendeiros e refletindo nas cidades. Esta, fazendo surgir zonas centralizadas em cidades chaves.

Ao iniciar a década de 60, registrava-se o total de onze freguezias, oito vilas e dez cidades em toda a região. Comparando-se os dados anteriores, nota-se o aumento de 100°,0 no número de cidades. Além das citadas, existentes em 1850, incluem-se agora: Lorena, cidade em 1856; Areias, Paraibuna e São Luís elevadas a cidade em 1857; e Cunha no ano de 1858.

Todos os elementos significativos para a hierarquização urbana acima citados eram facilmente observados em Lorena e Areias. Constituíam centros administratos de enormes áreas. Areias centralizava a vida da então vila de Queluz, São José do Barreiro e a freguesia de Pinheiros. Contava com produção total de 386.094 arrobas de café em 1854. De Areias partia o caminho da Cesarea em onze léguas, que ligava esta região à Mambucaba. Lorena exercia influência administrativa na área que compreendia a Vila de Silveiras e dos atuais municípios de Cachoeira Paulista e Piquete. Produzira em 1854 125.000 arrobas de café. Lorena, como ponto de passagem, exerceu importante função histórica durante o século XVIII. Neste período, continuava a usufruir de sua posição geográfica, através da existência do tráfego de tropas de Minas Gerais, com passagem obrigatória pela cidade.

Cunha, São Luís do Paraitinga e Paraibuna, cidades localizadas no curso Superior do Rio Paraíba, registravam também aumento de produção de café. Ficavam as margens das antigas vias transversais, utilizadas como meio de comunicação do interior com o litoral. Cunha entre Guaratinguetá e Parati; São Luís entre Taubaté e Ubatuba; e Paraibuna no caminho de ligação de São José dos Campos e Jacareí com o porto de São Sebastião.

Esta tendência conservar-se-ia até o final deste período de estudos. Em 1870, existiam dez freguesias, sete vilas e doze cidades. Aumentara de duas cidades, centros produtores de café: Silveiras e São José dos Campos, ambas elevadas à categoria de cidade no ano de 1854.

Restaria ainda o aparecimento de uma última cidade no final deste período: Caçapava. Este outro grande centro produtor de café foi elevado a cidade em 1875.



[ volta ]
[ próximo ]

Copyright © - Valedoparaiba.com
Este texto pode ser reproduzido total ou parcialmente respeitando sua origem e o nome do autor.
© Copyright 1999 - 2007 - Criolla - Valedoparaiba.com - Todos os direitos reservados - Segurança e Privacidade
Nossa Terra, Nossa Gente I Albúm de Família I Artigos I Banco de Dados I Biblioteca Virtual I Coisas da Terra I Documentos I Enciclopédia
Estudos I Galeria de Autores I Jornais Antigos I Museu I Poesias I Resenhas I Sala de Comunicação I Serviços
Click Ensino I CENEC I Sócio Ambiente I Patrimônio Cultural I Terceira Idade I Cinema no Vale I Juntos no Vale I Balcão de Anúncios
Busca Cep I Cidades da Região I Fale Conosco I Festas Populares I Geografia do Vale I Horóscopo I Imagens do Vale I Institucional
Links Interessantes I Nosso Litoral I Notícias Regionais I Receitas do Vale I Serviços e Produtos