Ao
iniciar este período
de estudo, em 1850, o Vale
do Paraíba contava
com nove freguesias, 8 vilas
e cinco cidades. Estas últimas
constituíam os núcleos
urbanos de maior importância.
Eram eles: Taubaté
elevado a cidade em 1842;
Guaratinguetá, em
1844; Bananal e Jacareí
e Pindamonhangaba cidades
em 1849.
Evidencia-se
a organização
de uma rede urbana hierarquizada.
As vias de circulação
funcionavam como elemento
básico no processo
de hierarquização
urbana: Ligavam Taubate
a Ubatuba, Guaratinguetá
a Parati; Bananal e Areias
com o Porto de Mambucaba
e Jacareí ao Porto
de São Sebastião
ou a Santos, passando pela
capital.
Destacam-se
ainda, neste período,
outros fenômenos responsáveis
pela organização
urbana regional. São
eles: a intensificação
da produção
cafeeira e a centralização
administrativa. Aquela responsável
pela fase áurea do
ciclo do café, enriquecendo
os fazendeiros e refletindo
nas cidades. Esta, fazendo
surgir zonas centralizadas
em cidades chaves.
Ao iniciar a década
de 60, registrava-se o total
de onze freguezias, oito
vilas e dez cidades em toda
a região. Comparando-se
os dados anteriores, nota-se
o aumento de 100°,0
no número de cidades.
Além das citadas,
existentes em 1850, incluem-se
agora: Lorena, cidade em
1856; Areias, Paraibuna
e São Luís
elevadas a cidade em 1857;
e Cunha no ano de 1858.
Todos os elementos significativos
para a hierarquização
urbana acima citados eram
facilmente observados em
Lorena e Areias. Constituíam
centros administratos de
enormes áreas. Areias
centralizava a vida da então
vila de Queluz, São
José do Barreiro
e a freguesia de Pinheiros.
Contava com produção
total de 386.094 arrobas
de café em 1854.
De Areias partia o caminho
da Cesarea em onze léguas,
que ligava esta região
à Mambucaba. Lorena
exercia influência
administrativa na área
que compreendia a Vila de
Silveiras e dos atuais municípios
de Cachoeira Paulista e
Piquete. Produzira em 1854
125.000 arrobas de café.
Lorena, como ponto de passagem,
exerceu importante função
histórica durante
o século XVIII. Neste
período, continuava
a usufruir de sua posição
geográfica, através
da existência do tráfego
de tropas de Minas Gerais,
com passagem obrigatória
pela cidade.
Cunha, São Luís
do Paraitinga e Paraibuna,
cidades localizadas no curso
Superior do Rio Paraíba,
registravam também
aumento de produção
de café. Ficavam
as margens das antigas vias
transversais, utilizadas
como meio de comunicação
do interior com o litoral.
Cunha entre Guaratinguetá
e Parati; São Luís
entre Taubaté e Ubatuba;
e Paraibuna no caminho de
ligação de
São José dos
Campos e Jacareí
com o porto de São
Sebastião.
Esta tendência conservar-se-ia
até o final deste
período de estudos.
Em 1870, existiam dez freguesias,
sete vilas e doze cidades.
Aumentara de duas cidades,
centros produtores de café:
Silveiras e São José
dos Campos, ambas elevadas
à categoria de cidade
no ano de 1854.
Restaria ainda o aparecimento
de uma última cidade
no final deste período:
Caçapava. Este outro
grande centro produtor de
café foi elevado
a cidade em 1875.