A
evolução do
processo da Independência
brasileira se fez através
de certos acontecimentos
marcantes.
A inconfidência Mineira
foi, sem dúvida,
um dos marcos importantes.
O acontecimento demonstra,
antes de tudo, a excelente
condição atingida
por Minas Gerais na época,
no cenário brasileiro.
Com efeito, a descoberta
de ouro tinha transformado
a região em pólo
de grande atração.
Exerceu força centrípeta
capaz de provocar um processo
de nacionalização
das massas que se renovavam,
criando um conjunto psicológico
favorável ao desenvolvimento
do sentimento nativista.
Ligavam-se às Minas
Gerais: o planalto paulista,
a região Sul, através
do comércio do muar,
o Rio de Janeiro através
do "Caminho Novo",
criado por Garcia Leme em
1711; e a Bahia, e todo
o Nor-deste em decadência.
Em especial, no período
correspondente ao apogeu
do ciclo do ouro, entre
os anos de 1740 e 1780.
A região do Vale
do Paraíba Paulista
já neste período
se sentiu, e foi colocada,
como parte ativa do movimento
centrípeto mineiro.
Foi, em grande parte, responsável
pelo seu aparecimento, quando
bandeirantes vale-paraibanos,
entre eles Antonio Rodrigues
Arzão, descobriram
minas de ouro naquela região.
Constituiu-se, por sua situação
geográfica, ponto
de passagem e ligação
do planalto paulista com
as Minas e destas com o
litoral. Criou-se um ativo
comércio, através
do abas-tecimento de víveres
e gêneros de primeira
necessidade. Exportava carne
de porco, açúcar,
a-guardente, marmelada,
lã de carneiro, algodão,
milho, etc.
Ligara-se, o Vale do Paraíba,
a um movimento que mantinha,
no centro das colônias,
grande concentração
demográfica e grande
fonte de riqueza econômica.
Enfim estimulava-se a conservação
da unidade nacional.
No entanto, a Inconfidência
Mineira não foi capaz
de atingir seus propósitos.
O Processo da Independência
brasileira seria fortemente
acelerado com a vinda da
Família Real para
o Brasil. Os fatos que advieram,
a Abertura dos Portos às
Nações Amigas,
em 28 de janeiro de 1808,
a Elevação
do Brasil à categoria
de Reino Unido de Portugal
e Algarves, em 16 de dezembro
de 1815, sacudiram-se a
conjuntura política
nacional. Transformou-se
a Cidade do Rio de Janeiro.
A presença da Corte
provocou inúmeros
melhoramentos urbanos, e
a criação
de obras necessárias
atraiu portugueses e demais
europeus. Um bom número
de "ingleses, franceses,
holandeses, ale-mães,
italianos, que, depois da
Abertura dos Portos, aqui
(ali) se estabeleceram,
quer como nego-ciantes,
quer como operários...
impregnando-lhe feição
européia". O
afluxo dos produtos das
in-dústrias de todas
as partes do mundo dava
à cidade intensa
movimentação
mercantil.
Como conseqüência,
mudou-se o panorama nacional.
Deslocava-se o centro econômico
das Minas Gerais, em decadência,
para o Rio de Janeiro. Conservava-se,
entretanto, a força
cen-trípeta capaz
de manter a continuação
do quadro anterior, com
todas as forças dirigindo-se
para o centro-sul brasileiro.
Mantinha-se o movimento
formativo da unidade nacional
verificado nas Minas Gerais.
Como conseqüência,
mudou-se o panorama nacional.
Deslocava-se o centro econômico
das Minas Gerais, em decadência,
para o Rio de Janeiro. Conservava-se,
entretanto, a força
cen-trípeta capaz
de manter a continuação
do quadro anterior, com
todas as forças dirigindo-se
para o centro-sul brasileiro.
Mantinha-se o movimento
formativo da unidade nacional
verificado nas Minas Gerias.
Como todo o Brasil, a região
do Vale do Paraíba
continuava ligada a este
movimento; ago-ra, porém,
com maior intensidade. Antes,
realizava ligação
com as Minas Gerais que
mantinham hegemonia econômica
brasileira através
do ciclo do ouro. Nos meados
do século XIX, com
a trans-ferência das
forças econômicas
para o Rio de Janeiro, devido
à decadência
das Minas Gerais e a vinda
da Família Real,
o Vale do Paraíba
se aproximou ainda mais
do centro econômico
brasileiro, através
do "Caminho Novo da
Piedade". Por este
"Caminho Novo",
ligou-se por terra ao Rio
de Janeiro, não somente
o Vale do Paraíba,
mas também as regiões
vizinhas da fronteira com
as possessões espanholas
do Sul, o Planalto Paulista
e o Sul de Minas Gerais.
Ativava-se o inter-câmbio
comercial, sócio-cultural
e todo o Vale do Paraíba
era impelido a uma participação
mais direta nos acontecimentos
político do país.
Situação que
seria mantida até
o ano da Independência.
Observava-se, no entanto,
participação
crescente do Vale do Paraíba
no processo da Independência
brasileira. Pois, aos poucos,
a cidade do Rio de Janeiro
começava a sentir
concorrência na sua
capacidade de centralização
das atividades econômicas
e da retenção...
do fluxo imigratório.
Isto porque a região
próxima, a do vale
do Paraíba Fluminense
e Paulista, iniciava sua
ascensão sócio-econômica
com a penetração
e expansão da cultura
cafeeira.