Folclore
Mitos e Lendas
  
   


A lenda da mão fria - Cachoeira Paulista

Entre os índios puris, superticiosos como eram, havia uma índia que atendia pelo nome de Maná; era filha do cacique Taboré. 

Numa cerimônia religiosa da tribo, a jovem índia foi oferecida a Tupã, pelo pajé da aldeia. Ocorre que Maná se encontra com o jovem Catu, por quem sente imediato grande paixão e é correspondida. 

Tupã não gostou dessa união  e fez cair do céu  uma "Mão de Ouro" nos campos dos indígenas. Maná, em um dos seus passeios pela margem esquerda do rio dos Surubis, deparou-se com a reluzente mão de ouro, foi ver o que era e, de repente, sentiu que seu povo começava a congelar-se e afundar chão a dentro. Já submersa, apenas com a cabeça para fora, de seus lindos olhos duas lágrimas tristes rolaram de sua face para o chão transformando-se em uma pequenina mina d´agua cristalina, que até hoje abastece os moradores da Margem esquerda e adjacências. De lá para cá, o lugar passou a chamar-se Fonte da Mão Fria da Indiazinha Maná. 

Fonte: Paula, Zuleika de, Santa Isabel, SP - Uma Pesquisa de Folclore - São Paulo: Escola de Folclore: Ed. Livramento, 1982 - pg 178


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