Folclore
Mitos e Lendas
  
   


- O Lobisomem

O Lobisomem é o sétimo filho de um casal que só tem filho homens. Se alguém for arranhado por ele, poderá adquirir o fadar. Neste caso, o primeiro descansará e o segundo passará a cumprir o destino.
É difícil livrar-se. No exemplo dos sete irmãos, o primeiro deve batizar o último ou este receber o nome de Bento para evitar que se transforme em Lobisomem.
O Lobisomem é um cachorro grande, preto, cuja parte dianteira é mais baixa que a traseira. Por tal motivo, quem vira Lobisomem tem os cotovelos cheios de calos de tanto arrastar pelo chão. Também quem é Lobisomem tem cor amarela, muito pálida. Diz-se que em seus dentes costuma ficar fiapos de cobertor. Se a mulher desconfia que o marido é um deles, pode quebrar o encanto, socando sua roupa no pilão, três vezes, dizendo seu nome a cada batida.
Os dias propícios para sua aparição são as quartas e sextas-feiras, principalmente da quaresma, após as 6 horas da tarde. Gosta de atropelar gente e de comer criança, bicho sujo, galinha, porco e sal. Procura estrume de galinha e carvão na caieira, para se espojar. Na noite de lua cheia, é tempo de Lobisomem ficar lobisomando, segundo informante. Não faz mal às pessoas, a menos que seja mulher gorda (esperando filho) porque quer lhe tirar a criança.
Para se livrar do lobisomem, deve-se he oferecer reza ou chumbo. Há duas espécies: o morto e o vivo. Se for o morto, a reza afasta. Caso contrário, deve-se dizer: "Vai chumbo, Lobisomem" e ele sairá correndo de medo. Com oração grande, o morto recua. É considerado reza forte o Credo, acompanhado de Alma de Cristo.
Por vezes, ser Lobisomem é uma penitência que a pessoa tem que pagar e por esse motivo não gosta que lhe tirem a missão. Caso faleça antes de ser desencantada, prosseguirá sua sina depois de morto. Para saber se é Lobisomem, basta prometer três punhados de sal, pois, se for, no dia seguinte retornará.

Fonte: Paula, Zuleika de, Santa Isabel, SP - Uma Pesquisa de Folclore - São Paulo: Escola de Folclore: Ed. Livramento, 1982 - pg 177


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