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O
turismo se apresenta como alternativa
real para a dinamização da economia.
Desde a fase de planejamento até
sua implantação e operação, os
grandes modelos de desenvolvimento
turístico procuram se adaptar
às realidades locais e valorizar
o regional.
O
turismo cultural é motivado pela
busca de informações, de novos
conhecimentos, de interação com
outras pessoas, comunidades e
lugares, da curiosidade cultural,
dos costumes, da tradição e da
identidade cultural. Esta atividade
turística tem como fundamento
o elo entre o passado e o presente,
o contato e a convivência com
o legado cultural, com tradições
que foram influenciadas pela dinâmica
do tempo, mas que permaneceram;
com as formas expressivas reveladoras
do ser e fazer de cada comunidade.
O turismo cultural abre perspectivas
para a valorização e revitalização
do patrimônio, do revigoramento
das tradições, da redescoberta
de bens culturais materiais e
imateriais, muitas vezes abafadas
pela concepção moderna. Representa,
como quer Fábio Garcia dos Reis,
"a ressignificação da cultura".
Assim pensando, a atividade turística
passa necessariamente pela questão
da cultura local e regional. Reforça
a necessidade do trabalho em compreender
as suas peculiaridades, admirar
a complexidade e estimular a participação
da comunidade
.
Os locais de turismo, por sua
vez, criam possibilidades para
a revitalização da identidade
cultural, da preservação dos bens
culturais e das mais ricas tradições.
Em suma, as atividades turísticas
geram mecanismos de sustentabilidade
e espaços propícios às expressões
culturais. Os projetos regionais
devem explicitar a necessidade
da preservação, valorização e
revitalização dos nossos bens
culturais.
O Vale do Paraíba possui expressivos
exemplares arquitetônicos, testemunhos
dos diferentes modos de construir
e viver. As nossas festas, principalmente
as festas religiosas tradicionais
são laboratórios de uma variada
gama de manifestações artístico-
culturais. Somam-se a elas as
nossas bandas de música, os grupos
teatrais, as figureiras, os mais
renomados artistas, cientistas,
escritores e pesquisadores. Temos
os nossos institutos de estudos,
os arquivos históricos, museus,
etc.
A
questão da defesa do patrimônio
cultural apresenta-se hoje indissociável
da defesa do patrimônio ambiental.
Urge também a ampliação e mobilização
em torno da defesa e melhoria
do espaço regional. Uma tarefa
facilitada pelo crescimento da
consciência preservacionista,
do aumento do número daqueles
que, tanto no discurso quanto
na prática, vêm agindo no sentido
de corrigir as formas destrutivas
de relacionamento entre o homem
e seu ambiente. Mesmo porque "a
miséria e a devastação geralmente
andam juntas. Onde a miséria é
a tragédia, a devastação costuma
ser o cenário", como afirma Sebastião
Salgado. A paisagem decorrente
desta situação histórica, além
de ser economicamente improdutiva,
é muito feia. Ela não atrai o
turista, e muito menos garante
a melhoria da qualidade de vida
de seus habitantes.
A consolidação das atividades
turísticas, da defesa e revitalização
do patrimônio cultural e ambiental,
a valorização da cultura regional
passam, necessariamente, pela
educação, seja ela informal ou
formal. A escola tem se constituído
no espaço privilegiado para o
ensino e desenvolvimento da educação
formal. Preenche a sua função
secular de produção e disseminação
do conhecimento, de preparação
de crianças, jovens e adultos
para para a vida social e inserção
no mercado de trabalho.
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