Nasceu
em Aparecida (SP), no dia 19
de setembro de 1912, filha de
Jaime Ribeiro e de Julieta Borges
Ribeiro. Fez seus estudos primários
no Grupo Escolar de Aparecida,
diplomando-se pela Escola Normal
de Guaratinguetá. Por
ocasião da Revolução
Paulista de 1932, foi voluntária
e secretária no Hospital
de E-mergência, instalado
no antigo Grupo Escolar de Aparecida.
Fundadora e primeira Diretora
do Ginásio Municipal
de Aparecida, hoje, Escola Estadual
de Primeiro e Segundo Grau "Américo
Alves". Exerceu o cargo
de Secretária da Delegacia
Regional de ensino de Guara-tinguetá.
Folclorista, pesquisadora, poeta,
colaborou em jornais e revistas
do Brasil e do Exterior. Foi
funda-dora e titular da Cadeira
de Folclore nas Faculdades Integradas
"Teresa D'Ávila",
de Lorena, e Faculdade de Música
"Santa Cecília",
de Pindamonhangaba.
Membro de diversas instituições
culturais e científicas,
tendo sido uma das fundadoras
do Instituto de Estudos Valeparaibanos,
da Comissão Nacional
de Folclore e do Museu do Folclore,
órgão do Ministério
da Cultura, sediado no bairro
do Catete, na cidade do Rio
de Janeiro. Dentre seus livros
mais importantes, des-tacamos
"A Dança do Moçambique",
"O Jongo", "O
Baile dos Congos" e "Na
Trilha da Independência".
Foi homenageada pela Câmara
Municipal do Rio de Janeiro,
com o título de "Cidadã
Benemérita do Rio de
Ja-neiro".
Ministrou cursos de folclore
em universidades brasileiras
e latino_americanas, organizou
mostras e exposições
do artesanato nacional e participou
de simpósios e congressos
nacionais e estrangeiros, repre-sentando
o Brasil em diversos países
da América do Sul, Estados
Unidos, Portugal, Inglaterra,
França, Es-panha. Devota
de Nossa Senhora da Conceição
Aparecida, dirigiu a Comissão
dos Festejos do Ano Jubilar
de 1967, quando da comemoração
dos 250 anos do achado da imagem
milagrosa. Juntamente com seu
início à procissão
fluvial do rio Paraíba,
no encerramento do "Mês
de Maria"- um barco descia
o rio Paraíba desde o
porto de Itaguaçu até
o porto de Marcedo, conduzindo
a milagrosa imagem de Nossa
Senhora da Conceição
Aparecida.
Em 1979, quando das comemorações
dos setenta e cinco anos da
Coroação de Nossa
Senhora Aparecida, solicitou
e conseguiu junto aos correios
e Telégrafos a emissão
de um selo com a reprodução
fiel da imagem de Nossa Senhora
Aparecida, que circulou em todo
o Brasil. Devota de São
Benedito, foi uma estudiosa
da festa mais popular do Vale
do Paraíba. Representou
o Brasil em diversas missões
oficiais junto à Unesco
e exerceu importantes funções
na Funarte, órgão
do Ministério da educação
e Cultura.
Maria de Lourdes Borges Ribeiro
honrou sua terra aparecidense
e sua gente, trabalhando com
afinco e despertando as gerações
mais jovens para os estudos
do folclore, a valorização
dos festejos populares e, sobretudo,
o exercício da cidadania.
Faleceu na manhã do dia
11 de junho de 1983, em sua
casa à rua Ba-rão
do Rio Branco, na cidade de
Aparecida, estando sepultada
no cemitério Municipal
de Santa Rita, em sua cidade
natal.
José
Luiz Pasin é historiador
e membro fundador do IEV, em
Roseira (SP)