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VEGETAÇÃO
Em meio bastante diversificado no que
se refere a clima, relevo e solo, a região em estudo apresenta
cobertura vegetal variada. O relevo contribui de forma evidente:
as escarpas de serras, interpondo-se à circulação das massas
úmidas, condicionam a vegetação. Grande é a diversificação
na terminologia usada para as formações vegetais existentes
no Brasil. Neste trabalho preferiu-se adotar denominação preconizada
pelo IBGE. Assim é que se chamou de floresta sub-caducifólia
tropical aquela que originariamente dominava quase toda a
região. Trata-se de uma formação intermediária entre as formações
florestais perenes de encosta e formações não florestais do
interior. Na encosta ocidental da Serra do Mar, a existência
de um clima semi-úmido, com estação seca bem marcada, condiciona
a periodicidade de sua vida vegetativa, que é caracterizada
pela perda de folhas durante a estação seca. A estrutura dessa
floresta é variável e mal conhecida, pois em sua quase totalidade,
foi devastada para dar lugar à agricultura que, em muitas
áreas, foi substituída por pastagens, tão logo as terras diminuíram
sua fertilidade. Sabe-se que é uma floresta permeável à luz
solar, o que favorece o aparecimento de estratos inferiores.
O estrato superior é constituído por árvores que atingem até
25m, abaixo do qual um segundo estrato, ainda arbóreo, apresenta
elementos de 12 a 15m. Os troncos das árvores são geralmente
finos: as folhas são decíduas. Os estratos arbustivo e subarbustivo
são relativamente densos devido à penetração dos raios solares,
sendo comum a presença de plantas heliófilas. Nas vertentes
da Mantiqueira aparecem manchas da floresta perenifólia costeira:
é o tipo de vegetação decorrente das condições de relevo,
pluviosidade e umidade. Tal floresta é densa, de altas formas;
os estratos inferiores vivem em ambientes sombrios e úmidos,
numa contínua dependência do superior. É a típica floresta
tropical. Os elementos mais altos podem alcançar de 25 a 30m.
Há geralmente dois estratos inferiores, um arbóreo e outro
arbustivo. O solo é praticamente desnudo, só conseguindo sobreviver
ali plantas tolerantes à sombra. Em altitudes acima de 1.000m
aparecem campos; às altitudes aliam-se topografia suave, solos
rasos, drenagem insipiente e clima ameno. Os campos são caracterizados
por uma cobertura herbácea, muitas vezes contínua, em meio
à qual podem aparecer arbustos isolados, ou em tufos. Mas
convém ressaltar que a região em estudo constitui-se numa
das mais devastadas do País, desde os primórdios da colonização,
carecendo, pois, de enérgicas medidas de conservação para
o pouco que ainda existe e também de um reflorestamento conveniente,
quer com espécies nativas, quer exóticas.
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