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PROBLEMÁTICA
URBANA E PONTOS CRÍTICOS
Um dos principais problemas enfrentados
pelos municípios da calha do rio Paraíba do Sul refere-se
ao conflito de uso de sua várzea. Conforme mencionado anteriormente,
existem três utilizações básicas que disputam espaço na área:
o uso urbano, a agropecuária e a mineração, todas elas com
maiores ou menores restrições ambientais. O zoneamento minerário
em desenvolvimento na Secretaria de Estado do Meio Ambiente,
tem catalisado a discussão recente desse problema na área.
As principais críticas levantadas ao estudo se referem à visão
setorial e parcial da questão. Por um lado critica-se a insuficiência
de um zoneamento minerário que trata exclusivamente da areia,
havendo outras jazidas na região. Por outro lado, critica-se
a elaboração do zoneamento de uma área considerando apenas
os interesses da exploração mineral em confronto com a preservação
da várzea, excluindo os interesses dos demais agentes envolvidos.
Os municípios em geral vêm participando ativamente das discussões
em andamento, desenvolvendo propostas próprias com vistas
a que sejam incorporadas no zoneamento estadual. Entretanto,
o zoneamento minerário se estende apenas até Pindamonhangaba.
Assim sendo, os municípios de jusante não estão contando com
esse fator de catalização das preocupações relativas ao ordenamento
da ocupação da várzea e de sua preservação. Verifica-se que
em grande parte dos municípios o controle do uso e ocupação
do solo está carente de recursos legais, administrativos,
humanos e financeiros para fazer frente aos conflitos gerados
em torno desta questão e de outras mais que afetam as áreas
urbanas da região. Outro aspecto a ser destacado dentre os
problemas urbanos que mais diretamente afetam os recursos
hídricos é a ocorrência de inundações, hoje não mais decorrentes
do transbordamento do rio Paraíba do Sul, já controlado, mas
de seus afluentes, muitas vezes estrangulados por obras de
infra-estrutura sub-dimensionadas. O caso mais recorrente
refere-se às travessias da Dutra e da ferrovia, dimensionadas
para picos de cheia calculados para condições de permeabilidade
do solo muito superiores às atualmente verificadas na área.
A expansão urbana de Jacareí, São José dos Campos e Aparecida,
a leste da Dutra, impermeabilizando grandes extensões do território,
provocou o aumento dos picos de cheia, exigindo redimensionamento
das obras de travessia da Dutra. Finalmente, talvez o maior
problema que aflige as áreas urbanas do vale é constituído
pela contaminação das águas, seja pelos esgotos sanitários
seja pela disposição inadequada dos resíduos sólidos. Tais
aspectos são tratados de forma sistemática nos relatórios
específicos, não cabendo aqui fazer maiores comentários além
de casos mais críticos, como o do Vidoca em São José dos Campos,
o do Turí e do Comprido em Jacareí, ou o caso de Aparecida,
onde a tomada d'água da cidade se localiza imediatamente a
jusante do seu principal despejo de esgotos. A situação da
disposição final dos resíduos sólidos, à exceção de São José
dos Campos e de Jacareí, é extremamente grave na área de estudo.
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