|
Untitled Document
|
|
|
|
|
| |
HIDROGRAFIA
A estreiteza do corredor que é o vale do Paraíba
dá-lhe a característica de um rio que percorre um largo caminho,
apesar de seus insignificantes afluentes. A montante, a despeito
da pobreza de tributários, o Paraíba já é um caudal considerável,
graças aos seus formadores, o Paraitinga e o Paraibuna, que
provêm de uma região onde cai uma das maiores cargas pluviais
anuais do país. Só depois de percorrer cerca de 700km é que
o Paraíba recebe afluentes de grande volume d'água, o Paraibuna
(mineiro), o Pomba e o Muriaé. Todos eles têm suas origens
nas bordas rebaixadas da Mantiqueira. Ainda merece referência
a capacidade de estocagem hídrica dos depósitos das bacias
sedimentares de Taubaté e Resende, contendo grande quantidade
de cascalhos, de seixos intercalados com leitos de argila,
e areias em disposição entrecruzada. Esta composição e estrutura
dos sedimentos funciona como uma bacia de retenção e liberação
da água de infiltração, capaz de manter o rio perene durante
todo o ano, contrabalançando a estreiteza do corredor do Paraíba.
A posição latitudinal da área em estudo e a colocação junto
à borda ocidental do Atlântico propiciam-lhe uma combinação
favorável no sentido do provimento de uma alta irradiação
solar e de uma grande superfície oceânica, pré-condições para
intensos processos de evaporação e condensação. A posição
relativa coloca a, além do mais, em condições de contar com
os anticiclones do Atlântico Sul e Polar e sujeita também
a incursões da massa equatorial, muito carregada de umidade.
Nesta situação de choque entre vários sistemas de circulação
associada à configuração topográfica e às elevadas altitudes
alcançadas pelas áreas de dispersão das águas continentais,
a região em questão passa a contar com um quadro climático
onde a precipitação sobrepuja a evaporação. Se ao clima local
pode-se conceder um papel relevante nas modalidades de escoamento,
o mesmo não se pode fazer quanto ao fator vegetação. Na realidade,
a cobertura vegetal não age por si, pois em termos da amplitude
espacial, a sua presença não decorre mais da espontaneidade,
mas está ligada à ação interventora do homem. Ali, no quadro
das formações vegetais primárias, não tem mais sentido procurar-se
determinar qual a sua participação no comportamento das águas
concentradas; hoje, elas são relíquias de outros períodos,
engastadas nas encostas mais declivosas, de acesso difícil
e de uso agrícola precário. A mata, então, apenas concorre
para a preservação mais prolongada do perfil de equilíbrio
das ladeiras naturais e, conseqüentemente, das águas mais
límpidas. Mais para o interior, nas zonas de domínio das pastagens,
a vegetação natural está já totalmente alterada; de ano para
ano, com as queimadas feitas no final da época seca, quando
já se prenunciam os aguaceiros tropicais, ocorrem as enxurradas,
provocando oscilações grandes no nível das águas, então barrentas
e pesadas de material arrastado. A ação do homem não se retrata
apenas na eliminação da cobertura vegetal natural, mas também
na própria conformação do rio no seu canal de escoamento e
no comportamento do rio a partir da alteração do assentamento
do mesmo no seu primitivo canal. Uma nova conformação pode
decorrer da construção de uma barragem, com a alteração do
perfil longitudinal do rio e nos seus afluentes invadidos
pelo lago. Esta nova situação influi nos níveis hidrostáticos,
na descarga líquida e nas condições do leito a jusante. É
evidente que tudo isto vem afetando o rio Paraíba do Sul.
A rede hidrográfica da bacia, estando sob influência das chuvas
de verão, apresenta vazões de pico nos meses chuvosos de dezembro
e janeiro.
volta
|
|
|
|
Confira! Livros em oferta e CDs com descontos especiais.
|
| |
|
|
Informações, notícias, entretenimento,
agenda cultural e mídias aqui.
|
|
 |
|
| |