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Movimentos sociais cobram promessas feitas por Lula
Autores:
Roldão Arruda e Lu Aiko Otta.
Fonte:
Estado de São Paulo, 4 de agosto de 2003.
O
combate ao desemprego será o primeiro tema das manifestações
que serão feitas pela recém-criada coordenação
de movimentos sociais (CMS), com objetivo de forçar
Lula a dar prioridade a agenda social. No total, cinco reuniões
plenárias estão previstas nas cinco regiões
do Brasil, com a participação de militantes
dos movimentos associados a nova coordenação.
Os participantes vão desde sindicatos de profissionais
liberais e uniões estudantis a organizações
de sem-teto, sem-terra e sem-trabalho.
Paralelamente, a coordenação incentivará
o movimento dos trabalhadores sem-teto (MTST), que pretende
promover ocupações de terrenos ociosos e com
mais de 100 mil metros quadrados nas principais capitais.
A união nacional dos estudantes, pretende, ainda
este mês, promover uma jornada nacional de lutas em
defesa de “uma ampla e profunda reforma universitária”,
conforme disse o presidente da entidade Gustavo Lemos.
Algumas ações já decididas pela Coordenação
dos Movimentos Sociais são:
· Desencadear imediatamente uma campanha nacional
contra o desemprego.
· Fortalecer e defender as iniciativas do MST pela
reforma agrária.
· Intensificar as ocupações urbanas
nas principais capitais.
· Impedir a independência do BC.
· Exigir crédito e assistência técnica
para agricultura familiar.
· Lutar contra o uso de sementes transgênicos.
· Combater a formação da Alça
e as decisões da OMC.
· Cobrar a reforma universitária, com debates
e marchas estudantis.
Dentre elas, de imediato, o principal favorecido com a criação
da coordenação é o MST, cujas principais
bandeiras foram abraçadas e consideradas prioritárias.
Em contra medida, nos próximos 15 dias, o governo
tomará uma serie de medidas, visando o crescimento
econômico e agenda social.Algumas medidas a serem
adotadas nos próximos dias, são:
· Compulsório: Redução do compulsório
que os bancos recolhem para o BC sobre os depósitos
à vista, liberando mais recursos para irrigar a economia.
· Montadoras: O governo analisa a redução
do IPI dos carros, para estimular as vendas e barrar as
demissões. Espera-se a abertura de 300 mil empregos
na cadeia automotiva.
· Reforma Agrária: Terras públicas
da união e dos estados serão usadas para assentar
famílias.
· Habitação: O governo vai intensificar
o Programa de Subsidio Habitacional (PSH), destinada à
população de baixa renda.
· Programas Sociais: O governo deve anunciar a unificação
dos programas sociais. Pretende beneficiar este ano 4,5
milhões de famílias.
· Infra-estrutura: O governo espera investir R$ 60
bilhões, entre recursos públicos e privados,
só em infra-estrutura no ano que vem. Sem isso, será
impossível a economia brasileira crescer mais do
que 3% a 4%, por que haverá risco de novos apagões
ou de estrangulamento nos portos e estradas.
· Política Industrial: Em no máximo
2 semanas, ficara pronto a política de desenvolvimento
do governo, que envolvera credito em incentivos fiscais
para setores estratégicos o desenvolvimento. |