| Para
Aécio, reforma tributária está restrita
a dois pontos
Alaor
Barbosa e Karine Rodrigues
Fonte:
www.estadao.com.br, 20 de agosto de 2003.
Rio
de Janeiro - O governador de Minas Gerais Aécio Neves
(PSDB) disse em reunião almoço na Associação
Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) que vê com preocupação
o andamento da reforma tributária promovida pelo
governo federal. Na sua opinião a reforma é
"tímida" e estaria restrita basicamente
a dois pontos: a transformação da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF) em imposto permanente, e a chamada DRU (Desvinculação
das Receitas da União).
Aécio
reiterou que qualquer reforma tributária no País
não poderá resultar em aumento da carga fiscal
que, segundo ele, já está no limite máximo
que a sociedade pode pagar. O governador disse que encaminhará,
ainda hoje, sugestão ao ministro da Casa Civil José
Dirceu prevendo participação dos governos
estaduais e municipais nas receitas da Contribuição
sobre intervenção do Domínio econômico
(Cide) e da CPMF.
Outra
reivindicação do governador mineiro é
quanto ao aumento e a "constitucionalização"
das compensações aos Estados sobre as exportações
de mercadorias. Segundo Aécio, as exportações
são prioridade para o País, mas os governos
estaduais estão perdendo receita por não poder
tributar estas atividades. Ele considera que o governo federal
teria de compensar os Estados em valores mais elevados do
que os atuais. Segundo ele, a compensação
da chamada Lei Kandir está prevista este ano, em
R$ 6 bilhões; ele considera que o valor mínimo
seria de R$ 8,5 bilhões.
Partilha
da Cide
Aécio detalhou a Medida Provisória que estabelece
o repasse de 25% dos recursos arrecadados da Contribuição
sobre Intervenção de Domínio Econômico
(Cide) sobre os combustíveis para Estados e municípios.
A MP será enviada hoje à tarde ao ministro-chefe
da Casa Civil, José Dirceu.
Segundo
Aécio, do total que será repassado aos Estados
e municípios (ou seja, o porcentual de 25%) a distribuição
será dividida da seguinte forma: 50% do total arrecadado
proporcional à malha rodoviária federal de
cada Estado e os outros 50% do total arrecadado proporcionais
ao local onde o combustível é consumido. "Parece
a proposta mais adequada, por mais que não atenda
na totalidade a este ou aquele Estado. Mas atende em média
a todos", afirmou. |