| Setor
de infra-estrutura confia no segundo semestre, diz Abdib
Fonte:
http://portalexame.abril.com.br/pgMain.jhtml?ch=ch03&sc=sc0301&pg=pgart_0301_190803_56229.html&lg=1
São
Paulo, 19 de agosto - Os empresários do setor de
infra-estrutura estão otimistas em relação
ao segundo semestre deste ano. De acordo com pesquisa realizada
pela Associação Brasileira da Infra-estrutura
e Indústrias de Base (Abdib), 57% dos associados
da entidade consideram que os seis últimos meses
do ano serão melhores para a realização
de negócios que os seis últimos meses de 2002.
Para 14%, o cenário será idêntico e
outros 29% consideram que o segundo semestre será
pior em comparação ao ano anterior.
"Sabemos
que a percepção positiva está comparada
com uma base muito frágil, que foi o período
de deterioração do ambiente político
e econômico no segundo semestre do ano passado, porém,
a expectativa de um cenário melhor provém
das indicações dadas pelo governo de que estamos
entrando em uma agenda desenvolvimentista", afirma
José Augusto Marques, presidente da Abdib, em comunicado
à imprensa. "As próximas semanas nos
mostrarão se essa percepção é
realista."
Entre
as empresas consultadas, 28% demitiram empregados nos primeiros
sete meses do ano (o total de postos de trabalho cortados
foi de 1 200), 68% disseram que nem admitiram e nem demitiram
e 4% contrataram funcionários neste período.
As
empresas estão trabalhando com uma ociosidade média
de 35%. Quanto à taxa de juros, os executivos esperam
que a Selic seja diminuída para 15% ao ano até
dezembro.
A
pesquisa realizada pela Abdib buscou identificar também
a percepção do empresariado do setor de infra-estrutura
quanto ao cenário político. Para 96% deles,
a reforma da previdência estará totalmente
aprovada, na Câmara e no Senado, ainda em 2003. Quanto
à reforma tributária, 62% confiam na aprovação
total, nas duas casas do Legislativo, também em 2003.
Para 38%, porém, a votação do projeto
só virá no próximo ano.
Nenhum
empresário acredita que os projetos do Executivo
serão aprovados sem alterações pelo
Congresso, enquanto 48% consideram que haverá pequenas
mudanças e outros 48% prevêem mudanças
substanciais. A grande maioria - 82% dos empresários
ouvidos - considera que a aprovação das reformas
pelo Congresso trará, para o desenvolvimento da economia
brasileira, um impacto entre muito importante e importante.
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